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WILSON DIAS/ABR
Lula recebe boa avaliação dos brasileiros
BRASÍLIA - Segundo a pesquisa Ibope divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), atualmente 81% aprovam a forma como o país está sendo administrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 17% desaprovam. Há três meses, a aprovação era de 80% e a desaprovação de 16%. A confiança no presidente se manteve estável em 76%.
Para 44% dos entrevistados, o atual mandato de Lula é melhor do que o primeiro. Na pesquisa anterior, esse índice era de 45%. Segundo o levantamento, 40% consideram o segundo mandato igual ao primeiro e 14% avaliaram como pior. Esses dois últimos são os mesmos percentuais da pesquisa divulgada em junho.
O governo do presidente Lula foi considerado ótimo ou bom por 69% dos entrevistados na pequisa. Esse índice é ligeiramente maior do que o registrado na pesquisa de junho deste ano (68%).
O levantamento também mostra que o percentual daqueles que consideram o governo regular caiu de 24%, em junho, para 22% na pesquisa atual. O índice dos que o avaliam como ruim e péssimo passou de 8% para 9%.
Índice dos que consideram crise muito grave cai para 20%
A percepção de gravidade da crise financeira internacional vem perdendo força, segundo a pesquisa Ibope . Em seis meses, caiu de 37% para 20% o percentual dos que consideram a crise muito grave. Entretanto, aumentou de 11% para 23% o índice daqueles que a consideram pouco ou nada grave.
Sobre o impacto da crise, 27% consideram que a economia brasileira será muito prejudicada, 51% acham que será pouco prejudicada e 16% esperam que não seja prejudicada. Em março, esses percentuais eram de 30%, 53% e 11%, respectivamente.
Segundo a pesquisa, apenas 2% consideram que a crise já foi superada. Treze por cento afirmaram que a crise deve terminar ainda neste ano, 34% dizem que acabará em 2010 e 29% esperam que se estenda para depois do próximo ano.
A avaliação sobre o atuação do governo para enfrentar a crise piorou. Atualmente, 52% consideram que a atuação foi ótima ou boa, contra 61% da pesquisa anterior. Entre os que a consideram regular, o percentual subiu de 25% para 33%. A avaliação negativa passou de 6% para 9%.
A pesquisa mostra ainda que 52% dos entrevistados não pretendem alterar os hábitos de consumo por conta da crise. Em junho, esse percentual era de 53%.